
A ninfoplastia é um dos procedimentos íntimos mais procurados no mundo, e o Brasil ocupa posição de destaque, liderando o número de cirurgias realizadas.
Com esse crescimento, surgem alternativas que parecem modernas, mas carregam riscos graves. É o caso da chamada ninfoplastia sem cortes, realizada com aparelhos como o jato de plasma ou com equipamento ADORNED. O método causa retração do tecido por meio de queimaduras, vendidas como “mínima intervenção” — mas que, na prática, resultam em dor intensa, recuperação complicada e frustração com os resultados.
“O aumento da procura pela ninfoplastia fez com que profissionais não médicos, como esteticistas, biomédicos e fisioterapeutas, passassem a oferecer o procedimento sem cortes. O problema é que esses dispositivos provocam queimaduras extensas nos pequenos lábios. Já atendi pacientes que chegaram ao consultório com os tecidos literalmente em carne viva”, alerta o ginecologista Dr. Igor Padovesi, maior autoridade científica em cirurgia íntima no Brasil e único com dois prêmios internacionais nessa área.
Além do risco imediato, a recuperação costuma ser dolorosa e demorada. “Durante o processo de regeneração da pele queimada, a paciente enfrenta dor intensa, dificuldade para atividades cotidianas e um desconforto que pode se estender por semanas”, explica.
E, ao contrário do que é prometido, os resultados geralmente não correspondem às expectativas. “Esse tipo de técnica gera apenas uma retração discreta, muito aquém do que a mulher espera e do que é possível obter com a cirurgia tradicional. Por isso, não é raro receber no consultório mulheres que já passaram pela ninfoplastia sem cortes e, insatisfeitas, buscaram depois a cirurgia convencional”, acrescenta o especialista.
O apelo do baixo custo e da ideia de uma intervenção “simples” pode atrair num primeiro momento, mas acaba saindo mais caro, tanto financeiramente quanto emocionalmente.
De acordo com o Dr. Igor, muitas mulheres recorrem à ninfoplastia sem cortes por falta de informação sobre a cirurgia convencional. O procedimento tradicional é realizado com anestesia local e consiste na retirada do excesso de pele por meio de cortes precisos, seguida de sutura delicada com pontos absorvíveis — sem prejuízo da sensibilidade ou da função sexual.
Deixamos abaixo alguns relatos de vítimas da ninfoplastia sem corte: